sexta-feira, janeiro 26, 2007

JANEIRO (último: /CARNE TRÊMULA/)


001. (03 jan) O MATADOR (Richard Shepard, 2005) 59

002. (03 jan) ART SCHOOL CONFIDENTIAL (Terry Zwigoff, 2006) 53

003. (04 jan) CASAMENTO ARRANJADO (Dover Koshashvili, 2001) 72

004. (04 jan) GEORGE WASHINGTON (David Gordon Green, 2000) 75

005. (13 jan) BORAT (Larry Charles, 2006) 45

006. (15 jan) DELIVERANCE (John Boorman, 1972) 63

007. (16 jan) TOUCH THE SOUND (Thomas Riedelsheimer, 2004) 64

008. (17 jan) A DAMA NA ÁGUA (M. Night Shyamalan, 2006) 60

009. (18 jan) GAROTA DA VITRINE (Anand Tucker, 2005) 53

010. (18 jan) EU ME LEMBRO (Edgard Navarro, 2005)* 39
(hippie fala "putz grila"; "essa foi a última vez que vimos Tal Personagem"; tal personagem é guerrilheiro esquerdista vs. ditadura dos milicos;
famiglia dançando em frequência amarcordiana no final, incl. simbolismo filme-dentro-do-filme, simbólica imagem de uma grua subindo simbolicamente /corta/ câmera ascende ao céu e congela nas estrelas simbólicas; postêres dos insuportáveis filmes de bergman na parede sinalizando como devemos nos portar frente às cenas em que nosso herói descobre o pênis - a platéia também o descobre - em meio aos sermões em portunhol do padre e de sua irmã entrando num convento, i.e. culpa católica; esperma é a geléia do belzebu etc. melhor ficar com a culpa judaica e reler o magnífico O COMPLEXO DE PORTNOY. meio retardado, e de várias maneiras diferentes sendo que, bandeira branca hasteada, melhor coisa: Buceta Boca Cu. outro bom momento: garotos olhando palavras sacanas no aurélio, eles procuram "prostituta" e a acepção diz "procure meretriz", daí eles vão até "meretriz" não sem antes um garoto obviamente sabichão soltar "até parece que ele não quer que a gente aprenda".)


011. (18 jan) SERES RASTEJANTES (James Gunn, 2006) 60

012. (19 jan) /A LULA E A BALEIA/ (Noah Baumbach, 2005) 71 [originalmente: 61] (então, depois desse e d'A ÚLTIMA NOITE - o decente A ÚLTIMA NOITE, o do spike lee etc. - anna paquin é hors concours em papéis Femme Fatale 20-e-poucos-anos Letrada Rapariga Sexy as Hell. / gag inspiradíssima que ninguém, ninguém mesmo, notou: no hospital, o patriarca diz "chame a enfermeira loura que se parece com monica vitti aos 20.", daí garoto sai para ver a tal lula e a tal baleia - nota: títulos inexplicáveis que se explicam durante a projeção, esp. nos minutos finais, me irritam - e passa pelo amante da mãe preenchendo papéis de rotina enquanto do outro lado do balcão lá está nossa enfermeira loura, com as mãos segurando o queixo, quase bocejando: é o ennui antonioniano.)

013. (20 jan) PEQUENA MISS SUNSHINE (Jonathan Dayton e Valerie Faris, 2006)* 52

014. (22 jan) /PROCURANDO ENCRENCA/ (David O. Russel, 1996) 76

015. (24 jan) UNKNOWN WHITE MALE (Rupert Murray, 2005) 50

016. (26 jan) PINTAR OU FAZER AMOR (Arnaud & Jean-Marie Larrieu, 2005)* 65

017. (27 jan) THE THIN BLUE LINE (Errol Morris, 1988) 83

018. (27 jan) OS TRÊS QUARTOS DA MELANCOLIA (Pirjo Honkasalo, 2004) 27

019. (28 jan) /REIS E RAINHA/ (Arnaud Desplechin, 2004) 79 [originalmente: 70]

020. (28 jan) /TROCANDO AS BOLAS/ (John Landis, 1983) 57

021. (28 jan) LUCKY NUMBER SLEVIN (Paul McGuigan, 2006) 61

022. (31 jan) /CARNE TRÊMULA/ (Pedro Almodóvar, 1997) 65 [originalmente: bem mais]


domingo, dezembro 03, 2006

DEZEMBRO (fechado)

223. (02 dez) A PRAIRIE HOME COMPANION (Robert Altman, 2006)* **

224. (02 dez) /A VIDA MARINHA COM STEVE ZISSOU/ (Wes Anderson, 2004) ****1/2 [última revisão: 84]

225. (08 dez) A WOMAN UNDER THE INFLUENCE (John Cassavetes, 1974)* ****

226. (08 dez) THE KILLING OF A CHINESE BOOKIE (John Cassavetes, 1976)* **1/2

227. (11 dez) /A ESQUIVA/ (Abdel Kechiche, 2003)* ****1/2 [originalmente: 78]

228. (12 dez) O CÉU DE SUELY (Karim Ainouz, 2006)* *1/2 (concomitantemente metódico e melindroso e, talvez por isso, qualquer tentativa de transcendência, isto é: placidez, soa flácida e despropositada. os profundamente sentidos acordes de guitarra não vão me conquistar, assim como: tentativas de impulsionar a cor local nordestina baseada no ó-que-diferente [pessoas abrem a geladeira para um refresco]; câmera melancolicamente fora-de-foco pegando os pequenos pontos de luz e estourando-os; estradas empoeiradas delimitadas pela pastagem verdejante; rodoviária incentivadora do descontentamento alheio ["qual é o lugar mais longe que você pode me levar?"]; vendinhas cheias de ovos e havaianas; meninos jogando bola na pracinha comunitária; posto de gasolina abastecendo hedonismo desenfreado; sexo animalesco como escape da banalidade do cotidiano; troca de nome = troca de identidade = esforço inútil de não-existência: "eu não sou puta. eu não quero ser nada."; amigo da moto azul que diz coisas como "que merda de controle remoto" no motel; experiências girls-just-wanna-have-fun envolvendo acetona nos relembra que a protagonista é só uma garotinha de 21 anos; atenção para a ambiguidade! rifar o corpo é ter o corpo sob controle, i.e. decidir sobre o destino de algo nessa vida; nossa heroína é agredida pela avó, pelo açougueiro negro e pela sogra de um comprador da rifa seguidamente, e no entanto, ela continua seguindo em frente; cenas mulher-de-fibra com passeios noturnos sem rumo, fumando um cigarro deitada na frente de casa; A: "que tal se a gente colocar uma singela refeição como o contato final entre a protag. e demais familiares? seria discreto, veja só, a conversa simplesmente abordaria a macarronada, se está com sal na medida certa etc. daí quando a protag. elogiar o prato seria como uma mini-epifania, como um obrigadoportudoteamoparasempre." B: "sim, será tão discreto que ninguém irá notar que esse tipo de reconciliação que não parece reconciliação está completamente desgastado." A: "e vamos também surpreender a platéia suspendendo o desfecho durante intermináveis segundos, daí todo mundo pensa que nós só estamos estendendo a coisa para ceder espaço para os tão-badalados tempos mortos com ruídos naturais, pássaros gemendo, vento uivando, nada acontecendo. daí a gente surpreende e só encerra o filme quando a moto azul simbólica voltar para a cidade. daí a gente fecha o filme com créditos num fundo azul simbólico. B: "azul é uma cor plácida.")

229. (12 dez) VIOLENCE DES ÉCHANGES EN MILIEU TEMPÉRÉ (Jean-Marc Moutout, 2003)* *** (bastante engenhoso nos pequenos detalhes - como na cena em que o patriarca executivo ocupado está no celular numa loja de conveniência e liga para o filho com um boneco na mão e pergunta para o protag. qual o nome do produto, daí ele pergunta ao garoto se ele já tem o tal boneco - e um tanto óbvio em outros, como na cena final, privilegiando a informação de que o protag. arranjou uma nova mulher, ao invés de nos deixar no escuro quanto à identidade da moça visto que ela poderia ser apenas a esposa ou filha de algum chefe ou colega de trabalho, algo que já foi testado em uma cena anterior, em que o protag. tira a mulher do chefe para dançar. o relacionamento central é bem delineado, a progressão do protag. de desconfortável para a total aptidão na selva em concreto não é em nada sobressaltada, mas o que força uma reconsideração sobre essas pessoas são as cenas mais preenchendo-os-vazios, como a executiva numa entrevista de emprego abandonando a sala de espera após closes detalhados nas outras candidatas ou cunhados muçulmanos conversando sobre o elo de ligação dos mesmos [i.e. a irmã de um e a namorada do outro] ou, especialmente, na última aparição da namorada, brincando com a filha não-doente e falando "eu odeio mentir para ele."; isso é generosidade: ao permitir às duas partes adotarem medidas inequivocamente desesperadas e finalizantes, o diretor não condena a decisão do protag. pelo trabalho, apenas salientando que as escolhas de duas pessoas foram tão díspares que uma pequena mentira de um lado e a simples esquiva do outro são suficientes para o ponto final.)

230. (13 dez) O QUARTO DOS OFICIAIS (François Dupeyron, 2001)* ***

231. (15 dez) 007 CASSINO ROYALE (Martin Campbell, 2006)* ***

232. (15 dez) UM HOMEM DE VERDADE (Arnaud & Jean-Marie Larrieu, 2003)* ***1/2

233. (16 dez) /VOLVER/ (Pedro Almodóvar, 2006)* *** [originalmente: ***1/2]

234. (16 dez) ATÉ JÁ (Benoît Jacquot, 2004)* ***

235. (16 dez) DUCHAS FRIAS (Antony Cordier, 2005) **

236. (17 dez) CRIME FERPEITO (Álex de la Iglesia, 2004) **

237. (17 dez) STUPEUR ET TREMBLEMENTS (Alain Corneau, 2003) ***

238. (18 dez) DESEJO HUMANO (Fritz Lang, 1954) ***

239. (18 dez) DELITOS EM FLAGRANTE (Raymond Depardon, 1994) ****

240. (19 dez) O QUE EU FIZ PARA MERECER ISTO? (Pedro Almodóvar, 1984)* ***

241. (19 dez) STREET FIGHT (Marshall Curry, 2005) ***

242. (20 dez) /MAKE WAY FOR TOMORROW/ (Leo McCarey, 1937) *****

243. (21 dez) O ICEBERG (Dominique Abel, Fiona Gordon & Bruno Romy, 2005) ***

244. (21 dez) FIVE EASY PIECES (Bob Rafelson, 1970) ****

245. (22 dez) BAGDAD CAFE (Percy Adlon, 1987) ***

246. (24 dez) O TEMPO QUE RESTA (François Ozon, 2005)* ***

247. (24 dez) APRILE (Nanni Moretti, 1998) ***

248. (25 dez) O AMIGO DO DEFUNTO (Vyacheslav Krishtofovich e Leonid Boyko, 1997) ***1/2

249. (25 dez) AMIGAS COM DINHEIRO (Nicole Holofcener, 2006)* ***

250. (25 dez) AS COISAS SIMPLES DA VIDA (Edward Yang, 2000) ****1/2


251. (26 dez) THE LODGER (Alfred Hitchcock, 1927) **

252. (26 dez) /OS IMORAIS/ (Stephen Frears, 1990) ***

253. (27 dez) POPEYE (Robert Altman, 1980) ***

254. (27 dez) OS CHEFÕES (Abel Ferrara, 1996) ***1/2

255. (27 dez) DESENCANTO (David Lean, 1945) *****

256. (28 dez) DOWN IN THE VALLEY (David Jacobson, 2005) ***

257. (28 dez) A PROPOSTA (John Hillcoat, 2005) ***

258. (29 dez) /DESENCANTO/ (David Lean, 1945) *****

259. (29 dez) /VÔO NOTURNO/ (Wes Craven, 2005) ** [originalmente: 58]

260. (30 dez) PAI E FILHO (Aleksandr Sokurov, 2003)* *

261. (30 dez) THE HOLIDAY (Nancy Meyers, 2006)* ***

262. (30 dez) O CROCODILO (Nanni Moretti, 2006)* ***1/2